Nem só de pão vive Pokémon... Embora lindos, meigos e com magias que fazem os mais fervorosos acharem coisa do tinhoso, a cidade de Lavende...
Nem só de pão vive Pokémon... Embora lindos, meigos e com magias que fazem os mais fervorosos acharem coisa do tinhoso, a cidade de Lavender guarda um segredo em sua música. Esteja preparado!
Olha que legal! Dando continuidade a nova formatação do blog, com filmes, série e claro jogos (por que não podemos deixar os jogos morrer, não deixe os jogos acabar!), que tal mesclar algumas creepypastas sobre jogos que são inofensivos, mas que a Internet faz questão de colocá-los em nossos piores pesadelos. Nem Freddy Krueger seria capaz de conceber tamanhas tretas dentro de um joguinho bunitinho qualquer. E, pra celebrar este momento angustiante, que tal começar falando sobre o que é creepypasta, até por que pode ter alguém por aí que não sabe o que é esse negócio.... Pois bem, creepypasta é a junção dos termos em inglês creepy, que é aterrorizante ou assustador, com a expressão copyaste, o nosso control c + control v (o copiado e colado). Logo, o termo se restringe a histórias de terror que surgem em fóruns e coisas do tipo, e são copiados, alterados levemente e espelhados pra todo mundo, sendo inclusive traduzido para as mais diversas línguas (saiba que o primeiro a ser apresentado aqui, tem cópias para o sânscrito, o húngaro e o islandês, eu procurei pessoalmente!) que se transformam em verdadeiros virais.
Então, chega de enrolação e a primeira história a ser contada é sobre a música de Lavender Town, ou melhor, a Síndrome de Lavender Town. Pra quem não joga Pokémon, a cidade - ou vilarejo de Lavender - é um local da primeira geração, lá da região de Kanto, a mesma do Ash que é bem sinistra nos primeiros jogos, Red e Green. Isso por que é nela que temos a Torre Pokémon, lugar onde todos os Poké são enterrados quando morrem. Ou seja, é uma torre feita para colocar os restos e as lamentações dos companheiros que morreram por diversos motivos, inclusive em batalha. O problema contudo, não é nem mesmo a atmosfera, mas a belíssima música em toques binaurais que a cidade tem assim que você chega nela, e é por isso que será apresentado a história a seguir:
Atenção: A história não foi criado por quem os escreve, ela foi retirado de fóruns da Internet e não tem um autor oficial, visto essa trajetória em se tornar um viral. Contudo, a fonte que foi base para a cópia será fornecido no final. Vai que dá problemas de direito autoral, nunca se sabe.
A Síndrome de Lavender Town foi um pico de suicídios e doenças das crianças entre as idades de 7-12 logo após o lançamento de Pokémon Red e Green no Japão, em volta de 27 de Fevereiro de 1996. Rumores dizem que estes suicídios e doenças só ocorreram depois que as crianças que jogaram o jogo chegaram a Lavender Town, cujo tema musical tiveram frequências extremamente altas, que os estudos mostraram que apenas as crianças e adolescentes jovens podiam ouvir, uma vez que seus ouvidos não estão totalmente desenvolvidos.

Devido o som de Lavender Town, pelo menos duas centenas de crianças supostamente cometeram suicídio, e muitos mais desenvolveram doenças e aflições. As crianças que cometeram suicídio geralmente o fizeram por enforcamento ou saltando de seus apartamentos, escolas e tudo mais, sempre com o fatídico jogo ao seu lado. Aqueles que não agiram irracionalmente queixaram-se de fortes dores de cabeça depois de ouvir o tema de Lavender Town. No entanto, mesmo esses que sentiram efeitos colaterais se viam encantados, com uma vontade insana de continuar a jogar. Alguns falaram inclusive que conseguiam sentir o jogo chamá-los de volta.
Apesar de Lavender Town agora soar diferente dependendo do jogo, pelos remakes e continuações feitos, essa histeria em massa foi causada pelo primeiro jogo de Pokémon lançado, Red e Green, no Japão. Após o incidente de Lavender Town os programadores fixaram a música de Lavender Town com uma frequência menor, para as crianças não serem mais afetadas por ela. Não é a toa que a primeira versão do jogo, onde a música de Lavender é mais alta só existe nas versões do Japão. Nos EUA e todos os outros cantos do mundo ele não surtiu mais efeito em ninguém.
Um vídeo apareceu em 2010 com um "software especial" para analisar o áudio da música da cidade de Lavender. Quando usado, o software criou imagens do Unown perto do final do áudio. Isso levantou uma polêmica, já que o Unown é um tipo de Pokémon que apareceria apenas na Segunda Geração em Johto, com Silver, Gold e Crystal. Os Unown diziam para "leave now", deixar agora. Deixar o que? O vídeo acima é a primeira versão de Lavender Town. E, junto com o vídeo postado, um garoto descreveu o seu relato e como conseguiu chegar até ele.

"Eu conheci meu melhor amigo no ginásio. Nós dois levamos nossos Gameboys para a escola todo dia, como irmãos brincando com seus jogos favoritos. Um dia nós nos sentamos juntos no almoço quando percebemos que tínhamos algo em comum. Eu tinha a versão Green e um Venusaur, ele tinha a versão Red e um Charizard. Nós batalhávamos sempre que podíamos e nossa amizade, que já era grande, se tornou ainda maior. E os anos se passaram, continuamos a jogar Pokémon, até mesmo durante o colegial. Passamos por todas as gerações e versões de Pokémon, as batalhas nunca ficavam sem-graça.
Quando chegamos à faculdade, nossos caminhos se separaram. Não conversamos muito mais depois disso; tínhamos vidas ocupadas na universidade. Eu pensava que não iríamos mais retomar a amizade que já tivemos um dia. Então, Pokémon Diamond e Pearl foram lançados em 2007 e nós aproveitamos o interesse pela série para nos reunir e se divertir. Batalhávamos e conversávamos através do wi-fi todo dia por algumas semanas após o lançamento. O jogo novamente nos uniu.
Meu amigo me contou que ele planejava jogar novamente a versão Red que tinha, estava com saudades de ver como era a região de Kanto, como tudo começou. Havia se passado três meses após o lançamento de Diamond e Pearl, e não jogávamos mais como antes, pensei que ele estaria jogando Pokémon Red, já que mencionou sua vontade de rejogá-lo. Num dia que consegui encontrá-lo online, eu perguntei por que ele queria jogar aquele cartucho velho e empoeirado, por qual motivo toda aquela coisa pra jogar novamente, mas ele me respondeu, “Eu não sei, talvez eu encontre algo que ninguém jamais encontrou antes.”

Ele também me pediu para jogar minha versão Green de antigamente, que estava guardada dentro de uma de minhas gavetas. Mesmo não jogando mais, ainda tem certo valor sentimental, e mesmo com as baterias dando problema, eu as trocava com um vendedor aqui perto de casa, ela sempre estava bem conservada. Mas não queria jogá-la, até que meu amigo falou tanto, mas tanto, que mesmo com minha relutância em jogar minha versão Green acabei cedendo. Depois que ele começou essa jornada, e eu também,eu nunca mais falei com ele. Pensei que ele poderia estar ocupado, demoramos mais do que ano para voltarmos a nos falar, o que seria meses não é verdade? Pois então, mais ou menos três meses depois, eu recebi uma ligação dos pais de meu amigo.
Mesmo que ele nunca tivesse problemas similares antes, os pais deles me disseram que ele morreu de convulsão. Segundo me contaram, ele estava sozinho no dormitório da faculdade até que um colega de quarto, que infelizmente chegou tarde demais, o encontrou no chão, sem vida, e estranhamente usando seus fones de ouvido favoritos. Eu corri o máximo que pude para ir ao seu funeral, ele era meu amigo, e não podia deixar de vê-lo uma última vez. O colega dele, que o encontrou morto no quarto também foi ao velório, me informou que apenas alguns dias antes do incidente, meu amigo havia se tornado obcecado pela Cidade de Lavender e sua música. Pra ele, não havia dia e noite, mas apenas uma vontade de encontrar algo dentro da música de Lavender. O amigo dele tinha se assustado, mas com tais palavras, mas pensou que fosse passageiro. Meu amigo queria ser engenheiro de som, talvez fosse essa sua obsessão. Ele tinha um talento nato, conseguia ouvir sons tão baixos enquanto eu falhava em reconhecê-los.
Assim que ele redescobrira a Cidade de Lavender, ele passou o áudio para o seu computador e começou a fazer experimentos com ele. Curiosamente, ele se vangloriava de ter encontrado uma cópia rara da música retirada da primeira leva da versão Red, lançada apenas no Japão. Não sei como, mas ele encontrou ela dentro de sua fita. O garoto que conversava comigo em seu funeral deixou bem claro que uma noite antes dele morrer, meu amigo descobrira algo que lhe satisfez, e falou que as frequências dessa música são diferentes; elas se unem de modo especial! Mas tem algo faltando. Eu acho que alguma coisa deveria ser mixada junto, mas acabou não funcionando no Gameboy. Ele era muito limitado em termos de tempo de faixa.
Depois que as coisas dele voltaram para casa, fiquei com aquilo na minha cabeça. Meu amigo não era de se viciar facilmente, e quando ele deslumbrou ter descoberto algo, isso poderia ter sido uma das causas de sua morte. Eu tive a chance de mexer em seu laptop pela última vez, com a permissão dos pais dele, então visitei sua lista de “Itens Recentes”. No topo dela eu li “lavender.wav”. Juntamente com várias fotos nossas juntos, eu copiei este arquivo. Como ainda não conseguira digerir a minha tristeza pela morte de meu melhor amigo, eu ignorei o arquivo de áudio até algumas semanas antes de escrever isso. De algum modo decidi recentemente que eu precisava entender o que acontecera.

Levado pelo desejo de saber o que causara sua morte repentina, eu abri as propriedades do som, sem ouvi-lo. Com a seção de descrição do áudio, ele escreveu, “Tons binaurais, eu coloquei as frequências necessárias, eu sei porque a música da Cidade de Lavender soa tão triste, e eu sei a parte que faltava, ela está aí agora”. Mesmo sem entender, eu olhei o arquivo no programa de áudio que ele mais usava (ainda sem ouvir o arquivo), e encontrei a contagem de vezes que o arquivo foi ouvido. Uma. Procurando respostas, entrei em um fórum onde entusiastas de mixagem e de sons conversavam, e escrevi as respostas que precisava saber, esperando que alguma alma benevolente me ajudasse. Um garoto me respondeu, e me deu um link para baixar um software especial que poderia analisar o áudio em tempo real e disse que era tudo que ele podia fazer.
Fonte para este micro-pesadelo: Creepypasta Wikia e Youtube.
Não estou falando que nada disso é verdade, muito menos mentira. Acredite se quiser.

COMMENTS