O Juízo Final, o Apocalipse, o Fim dos Tempos já é um velho amigo de Hollywood. Agora, será que no mundo dos games, ele também tem um espaç...
O Juízo Final, o Apocalipse, o Fim dos Tempos já é um velho amigo de Hollywood. Agora, será que no mundo dos games, ele também tem um espaço no coração dos jogadores?
Bem jovem padawan, estou aqui, uma vez mais, para apresentar uma lista sobre alguma coisa, que una o que eu joguei, vi ou assisti com um tema interessante... Pesquisando sobre o que fazer da vida, e tentando trazer conteúdo interessante ao blog, vi a notícia de que Darksiders ganhará uma remasterização para as novas gerações (e você pode conferir essa notícia aqui). Pra quem não sabe, Darksiders, agora uma franquia se passa num mundo pós-apocalíptico em que a Batalha descrita na Bíblia aconteceu de verdade, da mesma forma que lá está. Você encarna na pele de Guerra, um dos Cavaleiros do fim do mundo, e, com um enredo de reviravoltas, além de batalhas com criaturas infernais e angélicas, você percebe a mistura de Zelda com God of War. Pensando nisso, a proposta que me veio a mente seria a seguinte: que tal elencar os cinco jogos que mais souberam usar a temática do fim do mundo? Por que o que não falta é a destruição da humanidade. Tem invasão alienígena? Tem! Tem guerra que causa um holocausto nuclear? Tem também, e muito! Pois bem, aperte os cintos por que mesmo não sendo 2012 (até por que já passou) passaremos pelos mais possíveis e impossíveis apocalipses que a criatividade humana conseguiu inventar em obras gamistícas. Sejam bem vindos ao fim de uma era!
Número 5: Darksiders (extinta THQ - atual Nordic Games), versão PC, PS3, 360.

E claro, se começamos a falar de Darksiders, que ele seja o primeiro a ser falado! O título em questão é um dos poucos que aborda a Bíblia de maneira MUITO literal, tendo as trombetas, os Cavaleiros, tudo da mesma maneira que descrita no Livro das Revelações (ou Apocalipse, pra quem é católico). O início do arrebatamento, pelo roteiro do game começa quase que instantaneamente e a raça humana não tem vez, tanto é que você caro jogador entrará na pele da Guerra, um dos Cavaleiros. Claro, como todo game que mistura religião, algumas associações religiosas anexaram o jogo como sendo uma afronta aos ensinamentos bíblicos, deturpando inclusive algumas características do que estava por acontecer (por que claro, colocar de maneira literal é um crime não é mesmo? Cadê a licença poética!). Mas o que importa mesmo é que você tem uma batalha colossal entre anjos e demônios, e você vai ter que matar todos, o equilibro dessa batalha milenar foi perdido quando os selos foram rompidos, e agora é cada um por si. Então, é bom se preparar para ver muita destruição; criaturas medonhas do tamanho de prédios aparecendo, você montado num cavalo em chamas (chamado Ruína, pra alegria da nação) e com uma espada maior do que você pronto pra retalhar tudo. Claro, aqui você é um ser não humano, então, não passa aquela pegada de (tenho que sobreviver ao apocalipse), bem diferente dos próximos games, onde por estar na pele de um ser humano, você vê estrelas e tudo mais pra sobreviver. Mas ele entra na lista, afinal, até o aparecimento dessa franquia, ninguém teve a audácia de colocar tudo que tá no livrinho sagrado dos cristãos de maneira tão literal em um jogo. Faça o favor de que, se você não jogou esse game e gosta de um God of War e Bayonetta, jogue isso o mais rápido possível!
Número 4: Metro 2033 (4A Games) , versão 360 e PC.

Os games FPS - first person shooter, ou melhor, tiros em primeira pessoa - sempre apelam pra uma casquinha da guerra, até por que pra ter troteio tem que ter alguma treta rolando (é diferente do gênero stealth, que é espionagem, tipo Metal Gear). E, dentre os bastiões dessa modalidade, temos Metro 2033, que se passa num holocausto nuclear realizado pela Guerra Fria - que sem dúvida é a guerra mais usada, depois da Segunda Guerra, pra mostrar que tudo podia ter desandado. Como todo mundo conhece história, a Guerra Fria foi um período de quase 40 anos em que EUA e URSS batalhavam pra ver quem dominava o mundo (as duas grandes potências nuclearmente armadas), onde quase chegaram as vias de fato no problema da Crise dos Mísseis em Cuba. Então, em Metro 2033, a Guerra não era fria, mas sim derreteu - desculpe o trocadilho. O game é baseado no livro do escritor russo Dmitriy Glukhovskiy, onde a Terceira Guerra Mundial acontece, e acaba muito rápido por que todo mundo usa bomba atômica. O mundo acaba e os poucos sobreviventes, inclusive você, vivem nos metrôs russos (os mais profundos do planeta, diga-se de passagem) a migalhas praticamente. Esse jogo tem a capacidade insana, e ao mesmo tempo incrível de imersão, isso por que praticamente tudo é escasso, assim como seria num mundo real pós nuclear; os armamentos são difíceis, as pessoas são levadas a loucura num estado de anarquia completa, facções aparecem e some do nada no meio dos túneis e fora dele, sendo que também existem criaturas radioativas e mutantes que caçam você a qualquer momento. Aqui, o forninho começa a cair, você tem que sobreviver de qualquer forma, e o jogo não vai te ajudar em nada com isso. Pelo contrário, ele quer te mostrar que num holocausto nuclear, você não duraria nem meio segundo. E a maioria da população realmente não duraria meio segundo.
Número 3: The Walking Dead (da Telltate Game), versões PC, 360, PS3, IOS e Android.

No mundo cinéfilo, o boom do apocalipse desse gênero que vamos falar agora começou com Night of the Living Dead (a Noite dos Mortes Vivos, super clássico de George Romero). É claro que quando se fala de fim do mundo, não podemos deixar os zumbis do lado de fora da lista, com The Walking Dead. Você pode estar se perguntando, meu filho, tem muitos mais games de zumbis melhores do que esse, por que escolheu esse? A resposta é que há uma certa diferença no enredo desse que praticamente nenhum outro game "sobreviva no mundo zumbi" tem; os seres humanos podem ser piores do que os próprios monstros, nós podemos ser os monstros do mundo. É nessa pegada que Walking Dead joga, e joga bonito. No enredo, você se depara com jogadores (vários, cada um em um capítulo) e suas decisões mais a frente mudarão o futuro do seu personagem. O problema aqui é que, além dos próprios zumbis, você consegue sentir como a humanidade perdeu o controle de tudo, você não sabe de onde veio esses zumbis, eles aparecem do nada e num piscar de olhos tomam os grandes centros urbanos, tudo aquilo que você conhecia não é mais seu, e está tomado por criaturas que gostariam de ter você como um adorável lanchinho. Mais do que isso, a máxima de que "o ser humano é primitivo em seu estado natural", lá do Thomas Hobbes se põe a mostra quando você vê que nesse mundo é cada um por si. O senso de coletivo desaparece, degradando ainda mais a condição humana (seja psicológica como também na cadeia alimentar). Dentro dessa lista, é o game que mais passa uma ideia filosófica - moralista profunda, e que você percebe que, numa eventual treta como essa, a humanidade pode se degradar tão rápido ao ponto de nem mesmo ser considerada humanidade mais. A máxima aqui é que o apocalipse pode ser muito ruim, mas o pior é sempre o que vai vir depois.
Número 2: Resistance: Fall of Man (Insomniac Games), exclusivo do PS3.

Único exclusivo dessa lista, a franquia Resistance consegue unir tanto o apocalipse por doenças infecto-contagiosas como também uma invasão alienígena numa salada que dá muito certo. A realidade dos games é um pouco diferente de todos os outros, embora beba da fonte da guerra, (personagem bem recorrente neste artigo por sinal). Aqui, temos que todos aqueles eventos que você viu nos seus livros de história lá no século XX, como Primeira e Segunda Guerra, Grande Depressão, Guerra Fria e tal... Pois bem, eles não aconteceram da forma que você leu nos seus livros. Tudo foi mudado quando em 1908 um meteoro caiu na região isolada e gelada de Tunguska, na Sibéria russa (e realmente caiu um meteoro lá no mundo real!). Mas é daí que a história começa, já que o meteoro tinha um vírus que se espalhava igual a gripe e transformava seres humanos em aliens que tinham como intuito conquistar a terra e tomar para si o planeta, algo que no fundo é bem clichê, por que todo ET quer o nosso planeta. No entanto, a balança fica desequilibrada pros humanos em 1951, quando praticamente a Europa inteira foi dominada e devastada por essa nova raça mutante. É então que você, na pele de um cientista deve viajar até a Inglaterra, que aparentemente está desenvolvendo uma arma para combater esse apocalipse infecto alienígena. Sendo um FPS também, o game vai proporcionar horas de ação frenética e pra quem tem problemas de coração, é bom não jogar (no sentido de ficar nervoso com tiros e tal, sempre tem uma galera assim). No fundo, o que impressiona no apocalipse de Resistance é a mescla de duas formas que a humanidade sempre pensa que pode acabar; pelas doenças ou por uma raça distante. E juntar as duas foi uma ideia muito inteligente.
Número 1: Fallout 3 (Bethesda), versões de PS3, 360 e PC.

E é claro, never, jamais poderia falar de apocalipse sem ter esse game (ou pelo menos um membro da franquia) como o campeão do fim do mundo. Isso por que Fallout, ainda mais em sua terceira versão consegue captar tudo que um pós-apocalipse exigiria da Terra e de seus habitantes sobreviventes. A história da franquia também bebe da ameaça nuclear que deixou marcas lá da Guerra Fria em muita gente, mas a estruturação do enredo é um pouco diferente. O lar dos cenários é o século XXII e XXIII, bem distante da gente por sinal. Contudo, a mudança que se tem destaque é que nos séculos anteriores, a base da tecnologia não foi o combustível fóssil, mas sim a fissão nuclear. Logo, sabemos que quando existe uma verdadeira corrida por tecnologias baseadas em átomos, explosões e elementos radioativos, é certo que mais cedo ou mais tarde, teremos guerra a vista. E é claro que o governo do USA (sempre eles), já percebendo que mais cedo ou mais tarde o mundo vai acabar numa ameaça atômica, decidem fazer abrigos subterrâneos, lá por volta de 2054, que salvariam uma parte de sua população e que, por ser autossuficiente, ninguém precisaria sair pra procurar alguma coisa. E assim, aconteceu; duas horas depois de estourada a guerra de 2077, o mundo virou uma bola sem vida no universo. Só duzentos anos depois, em 2277 é que o resto do governo americano que sobreviveu nesses abrigos pode sair pra superfície e encontrar as terras devastadas do mundo afora. Mais um FPS a vista, Fallout entra no mesmo modo de Metro, onde tudo é praticamente escasso; água e comida tem radiação, então, se você tentar ingeri-los, vai morrer. Os poucos bichos que sobreviveram viraram coisas mutantes que não dá pra dizer que eram animais, e os poucos seres humanos escondidos não sei lá onde se transformaram em mercenários ou instalaram-se em pequenas comunidades em busca de paz (vai dizer que não lembra e muito o filme Mad-Max?)... Traduzindo, essa é aquela Terra que ninguém está afim de conhecer, mas é o mais real que conhecemos caso o fim dos tempos seja pelas bombas nucleares por aí.
E então, gostou da lista, tem algum jogo que você acha que poderia ter sido encaixado e não foi? Como eu sempre falo, e nas outras listas (da Comic Con e dos filmes mais claustrofóbicos), essa é uma opinião do autor, podendo ter divergências em qualquer pessoa que ler esse artigo. Sinta-se a vontade de discordar de tudo, concordar com tudo ou ser meio a meio. Quero a sua opinião!
Fonte*: Wikipédia e Xbox Plus
*Post originalmente feito no Blog The Next Generation Web e reproduzido aqui respeitando todos os direitos autorais (o autor tanto desse texto quanto do outro é o mesmo, eu mesmo!).

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