O mundo dos Dinossauros está de volta, agora vinte anos depois de toda a desgraça ocorrida. Novos Dinos, novas crianças em perigo e easter...
O mundo dos Dinossauros está de volta, agora vinte anos depois de toda a desgraça ocorrida. Novos Dinos, novas crianças em perigo e easter-egg's que vão fazer você se lembrar dos Raptores que abrem portas de cozinhas.
Quem não lembra de dinossauros? A década de 90, e até mesmo os primeiros anos dos anos 2000, não existia nenhuma criança ou adulto que não quisesse, pelo menos por alguns segundos ser paleontólogo, isso é, tentar descobrir fósseis dos répteis que um dia já pisaram na Terra. Tudo isso causado pelo frisson de Jurassic Park (ou Parque dos Dinossauros) do rei dos bons blockbuster Steven Spielberg, lançado em 1993. Com efeitos que a época, e inclusive agora soam maravilhosos aos olhos, o filme agradou a crítica, foi um boom de bilheteria e ganhou mais duas sequências (nem tão boas assim)... Agora, em 2015 (tudo bem, nem tão agora assim), a trilogia se transforma em tetralogia, e terá ainda mais um título, programado para 2018 com Jurassic World, meio que um reboot / remake / quase refilmagem do original, lançado a mais de 20 anos atrás. Com a tecnologia de hoje, o longa abusa e desabusa de toda a gama de possibilidades tecnológicas, uma diferença bem gritante quando se comparado com os imensos robôs que Spielberg usava no primeiro longa. Mas a questão aqui é: ele é bom? O que deu pra experimentar? É isso que tentarei passar agora.
Primeiramente, tenha em mente que o longa não é daqueles filmes que tenta passar uma mensagem oculta, que faz todo mundo pensar, se vendo em conflitos existenciais; a premissa é até bem simples; a InGen (a empresa que desenvolve experiências genéticas) decide refazer o parque temático jurássico mais famoso do mundo, mesmo 20 anos depois do incidente que ocasionou várias mortes e o isolamento das ilhas Sorna e Nublar. Todo o dinheiro agora vem de Simon Masrani (Irrfan Khan, de As Aventuras de Pi), um bilionário que agora tem o lugar de John Hammond como proprietário do parque. No elenco de primeira linha da ação, temos Chris Patt (de Guardiões da Galáxia) e Bryce Dallas Howard (de A Vila - ela é a ceguinha protagonista, só um adendo!) respectivamente como Owen Grady, o ex-militar que faz o papel de machão pra salvar todo mundo, e Claire Dearing, a chefe de operações do parque que acha que os bichinhos são um negócio. Ela vive tanto por parte de números, gráficos e tabelas que esquece não só dos animais como também de sua própria família, é o caso de seus sobrinhos, Gray e Simon Mitchell (Ty Simpkins e Nick Robinson) que estão de passagem para conhecer o parque. Como antagonista, além do Indominus Rex - especialmente projetado para ser a nova atração do parque, temos Vic Hoskings, que vê nos animais uma fonte para armamentos, e pra que a InGen ganhe ainda mais dinheiro.
Primeiramente, tenha em mente que o longa não é daqueles filmes que tenta passar uma mensagem oculta, que faz todo mundo pensar, se vendo em conflitos existenciais; a premissa é até bem simples; a InGen (a empresa que desenvolve experiências genéticas) decide refazer o parque temático jurássico mais famoso do mundo, mesmo 20 anos depois do incidente que ocasionou várias mortes e o isolamento das ilhas Sorna e Nublar. Todo o dinheiro agora vem de Simon Masrani (Irrfan Khan, de As Aventuras de Pi), um bilionário que agora tem o lugar de John Hammond como proprietário do parque. No elenco de primeira linha da ação, temos Chris Patt (de Guardiões da Galáxia) e Bryce Dallas Howard (de A Vila - ela é a ceguinha protagonista, só um adendo!) respectivamente como Owen Grady, o ex-militar que faz o papel de machão pra salvar todo mundo, e Claire Dearing, a chefe de operações do parque que acha que os bichinhos são um negócio. Ela vive tanto por parte de números, gráficos e tabelas que esquece não só dos animais como também de sua própria família, é o caso de seus sobrinhos, Gray e Simon Mitchell (Ty Simpkins e Nick Robinson) que estão de passagem para conhecer o parque. Como antagonista, além do Indominus Rex - especialmente projetado para ser a nova atração do parque, temos Vic Hoskings, que vê nos animais uma fonte para armamentos, e pra que a InGen ganhe ainda mais dinheiro.

Bem, posto o papel de cada um dos personagens, não temos cenas de resoluções internas de personagens, não temos muitos conflitos internos entre as ações de cada um (o filme é um blockbuster, não pretende ser denso), mas ele sabe como atrair a atenção do público pra quem deve ser os protagonista, o antagonista, a criatura do mal e os dinossauros que você quase chora quando morre. Você torce pros garotos que fazem o papel dos sobrinhos (igual aos netos do Hammond, no primeiro longa), morre de raiva e quer que o antagonista seja devorado por algum animal, vê o casal que tem uma treta inicial e depois se reconcilia, tudo isso com o parque indo a ruínas depois que o novo experimento genético, feito exclusivamente para chamar a audiência do parque foge, enganando todo mundo, mostrando assim que a criatura era bem mais inteligente do que aquele pedaço de carne vivo que se pensava ser. Mesmo sem profundidade, percebe-se uma sequência mostrando como os animais eram tratados, por mais que Simon Masrani sismasse que eles deveriam ser visto como coisas vivas. Claire é a personagem que mais faz isso, fazendo de todo aquele parque um negócio, tentando conquistar patrocinadores e preocupada com audiência. Ela é a típica workaholic, e o longa deixa bem claro esse seu temperamento (que depois será posto a prova). Ao mesmo tempo, vemos que o parque não é todo o experimento da InGen, tendo uma ala para experimentos militares, inclusive com os raptores, as estrelas quase principais desse longa.

E é esse gancho que entra o personagem de Chris Patt, Owen. Sendo um ex-militar, ele foi contratado para ser chefe do experimento na Ilha Nublar, Costa Rica, para tentar controlar uma manada de raptores. Existe essa interação bem mais diferente do que o primeiro longa, em que um humano ganha confiança desses animais carnívoros e que adoram comer partes de mamíferos. Você até sente empatia pelas criaturas que estão loucas para devorar outros, mas sabe que um escorregão, eles acabam com você! Basicamente, posto tudo isso a prova, o longa começa como qualquer outro, o parque é adorado e amado por todos, tem Tiranossauro, tem Mosassauro, tem Triceratopo (que não é dinossauro, mas quem liga?) tem todos os animais que você pode imaginar, todos os visitantes estão felizes e sorridentes, até mesmo os sobrinhos da Claire (mesmo que elas o tenha deixado de lado para reuniões e mais reuniões e uma babá seja escalada pra tomar conta dos garotos). Até que todo esse comportamento idílico e maravilhoso dá lugar ao caos quando Indominus Rex, a nova criatura geneticamente modificada entra em ação. Tendo como disfarçar a coloração, a temperatura e ainda rastreando (e tirando rastreadores alheios) o cheiro de carne, o monstro foge e sai matando tudo sem dó nem piedade. Aqui, você pode ter como menção a seguinte mensagem: sempre que o ser humano tenta brincar de Deus, dá merda!

Depois da fuga do Indominus, a situação fica cada vez mais crítica, e você tem toda a situação indagada a um filme de perseguição com muita ação bem feita. Tem dinossauro aéreo fugindo da jaula e pegando todo mundo, tem raptores vira casacas que partem contra os soldados, e no meio disso tudo, está Owen e Claire numa busca insana pelos sobrinhos que ela tinha deixado de lado e agora tá quase morrendo, achando que eles estão perdidos, mortos ou dentro da barriga de algum animal. As cenas de ação do filme, principalmente as que envolvem dinossauros (ou seja, quase todas) são muito bem feitas, muito bem produzidas e você acha que realmente os monstros estão ali. Você sente a beleza do lugar, uma floresta exótica com campos abertos e tudo mais, cheio de dinossauros gigantescos como algo real. Como eu já falei, os personagens já tem aquela personalidade, e o longa não é feito pra mudar o temperamento de todos eles, crises existenciais nem nada (com exceção de Claire, mas isso fica bem explícito na mudança radical de controlar o parque que já está perdido / salvar as crianças). Logo, as atuações não precisam de profundidade, mas você se agarra nos personagens, de certa forma.

O filme não tem nenhum twist que você fique (wtf?), mas tem umas mudanças de direção interessantes, e que dá uma evoluída na trama. Claro, temos erros clássicos que todo mundo no cinema, em casa ou em qualquer canto que viu o filme zoou (Claire de salto alto correndo em disparada chamando um T-Rex, ninguém consegue fazer isso!), mas são erros mínimos que não me desagradou em nada. Só depois, revendo uma vez mais para notar esses defeitos é que eu peguei e falei, wow! Tá errado isso daí. Ele também não é corrido, você tem toda a história por trás do Indominus, a personalidade de cada um; o "desapego" da galera pelo T-Rex; toda história flui de maneira contínua, sem interrupções. O roteiro de fato é bem linear, sem grandes surpresas, a não ser pela cena final, que temos um confronto diretos entre muitas raças de dinossauros e de não dinossauros - e que eu não vou contar pra não estragar.

No fundo, o filme se vende em dois aspectos, pela nostalgia de quem vivenciou a década de 90 com Jurassic Park, e também a recauchutada com os efeitos mais atuais, a grandiosidade dos filmes de hoje em dia (não que o primeiro não tenha sido grande). No primeiro aspecto, o título se sai muito bem, tendo vários easter egg's (muitos mesmo) que você entende as referências, sabe que tem ligação, e até mesmo cenários do antigo filme estão presentes pra você matar aquela saudade marota e dá uma ligada na história - o que torna o universo do Parque ainda mais factível e "real". As atuações dos personagens também não deixam muita a linha daqueles do primeiro título, e várias vezes você se pega vendo aqueles os garotos como os netos de Hammond, em situações quase próximas. Já a segunda, é claro também é um ponto muito positivo, a tecnologia mudou de vinte anos pra cá, e eles conseguiram até mesmo usar esse aspecto dentro do roteiro. Há partes que mostra (e fala-se de forma aberta) que o conhecimento genético evoluiu com a tecnologia, e com isso foi possível não só trazer dinossauros reais a vida como também criar novos com a combinação genética. Enfim, o filme é aquele longa que você vê com uma boa pipoca na Sessão da Tarde pra se divertir. Não é denso, passando a mensagem do perigo do ser humano brincar de Deus mas de maneira bem leve. Tem cenas de ação muito bem feitas, os personagens até te agarram um pouco, não muito, mas conseguem te manter grudado. Enfim, Jurassic World é um ótimo retorno do Parque de outrora, não reinventando a roda, mas pro que estava disposto a fazer (por isso mesmo, é bom já deixar claro as intenções do filme) ele sabe fazer muito bem. Colin Trevorrow, o diretor conseguiu expandir de maneira agradável o mundo produzido por Spielberg a vinte anos atrás. Melhor que as duas sequências originais.
Nota: 08 de 10 (Dinossauros, aventura, e várias referências que o Capitão América sentiria orgulho de ver o filme, além é claro de mais dinossauros). Se você não viu, veja como um pacote de expansão - bom, por sinal - do Universo original.

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